26/04/2025 | Por: Secretaria de Comunicação Social
Governo Federal financiará 100%
das habitações e a medida vai priorizar 38 municípios, incluindo todas as
capitais brasileiras e cidades com mais de mil pessoas cadastradas como “sem
moradia”, conforme os dados mais atualizados do Cadastro Único para Programas
Sociais (CadÚnico). Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Oministro das Cidades, Jader
Filho, foi o convidado do “Bom Dia, Ministro” desta quarta-feira, 23 de abril.
Durante a entrevista com emissoras e jornalistas de várias regiões do país, ele
destacou novidades no Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Uma delas foi a destinação, iniciada nesta terça-feira, 22 de abril, de 3% das
moradias de empreendimentos subsidiados pelo Fundo de Arrendamento Residencial
(FAR) para pessoas em situação de rua ou com trajetória de rua. O Governo
Federal financiará 100% das habitações e a medida vai priorizar 38 municípios,
incluindo todas as capitais brasileiras e cidades com mais de mil pessoas
cadastradas como “sem moradia”, conforme os dados mais atualizados do Cadastro
Único para Programas Sociais (CadÚnico).
O esforço é fruto de parceria dos
ministérios do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome; dos Direitos
Humanos e Cidadania; e das Cidades, entre outros ministérios. “Chegamos a essas
38 cidades, onde estão concentradas a maior parte das pessoas que moram em
situação de rua. Iniciamos o processo, a partir de ontem, e essas prefeituras,
na hora que elas fizeram o processo de seleção, que costuma acontecer quando a
obra chega em 50%, obrigatoriamente elas têm que destinar 3% daqueles
apartamentos ou casas às pessoas que estão morando em situação de rua”,
explicou Jader.
O ministro detalhou ainda que as unidades habitacionais serão totalmente doadas
às famílias e que elas serão acompanhadas para, além da moradia, terem acesso
ao mercado de trabalho e a oportunidades de ascensão social. “Essas casas serão
doadas, processo feito com o Orçamento Geral da União. E a gente precisa fazer
um acompanhamento, não é só você dar a casa à pessoa que está morando em
situação de rua. Tem todo um trabalho que acontece previamente com essas
famílias durante o processo de inserção delas no condomínio e após. Porque
precisa reinserir aquelas famílias no mercado de trabalho, cuidar da questão da
saúde, da educação das crianças, das mulheres, dos idosos”, complementa.
CLASSE MÉDIA — Outra novidade comentada por Jader Filho foi o
anúncio realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 3 de abril,
durante o evento “O Brasil Dando a Volta por Cima”, de uma nova faixa do MCMV
voltada para famílias de classe média com renda mensal até R$ 12 mil. A
iniciativa foi aprovada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia de Tempo de
Serviço (FGTS) e a linha de financiamento prevê condições facilitadas de
crédito, como prazos de pagamento de até 420 meses e juros nominais de 10% ao
ano — abaixo dos praticados pelo mercado. A proposta prevê aquisição de imóveis
de até R$ 500 mil. A expectativa é beneficiar cerca de 120 mil famílias ainda
em 2025.
“O presidente Lula já vem nos pedindo que a gente amplie as faixas de renda do
MCMV há bastante tempo. Nós vimos no processo de onde nós conseguiríamos os
recursos para que pudéssemos atender essa demanda do presidente. E a
oportunidade que ocorreu foi por meio dos recursos do Pré-Sal, que nós
propusemos que fossem destinados à classe média. Porque hoje, no mercado, tem
um problema econômico acontecendo nesse momento que está prejudicando muito a
classe média”, registra o ministro das Cidades.
O presidente Lula já vem
nos pedindo que a gente amplie as faixas de renda do MCMV há bastante tempo.
Nós vimos no processo de onde nós conseguiríamos os recursos para que
pudéssemos atender essa demanda do presidente. E a oportunidade que ocorreu foi
por meio dos recursos do Pré-Sal, que nós propusemos que fossem destinados à
classe média. Porque hoje, no mercado, tem um problema econômico acontecendo
nesse momento que está prejudicando muito a classe média”
Jader Filho, ministro das Cidades
“Se, de um lado, você tem hoje o
MCMV atendendo as faixas de R$ 0 até R$ 8,6 mil, e você tinha financiamento nos
bancos das classes mais ricas da nossa sociedade, você tinha uma lacuna de
falta de financiamento, de falta de recursos para a classe média”, pontua.
“Identificamos essa dificuldade ocorrendo dentro do mercado, essa distorção, em
que não havia recursos para financiar imóveis para a classe média, que tem a
mesma necessidade que todas as outras classes. E essas pessoas também querem
realizar o sonho da casa própria”, finalizou.
QUEM PARTICIPOU —
Participaram do programa desta quarta-feira os veículos Rádio Nacional
Brasília, Amazônia e Alto Solimões/EBC; Portal Diário do Pará (Belém/PA), Rádio
CBN (Recife/PE), Rádio Acústica (Camaquã/RS), Rádio Bandeirantes (Campinas/SP),
Portal Sinal News (Aracati/CE) e Rádio Mundo Melhor (Governador Valadares/MG).
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