Agentes da 59ª DP (Duque de Caxias) e da Delegacia Antissequestro (DAS) realizam buscas na cidade do Rio; em Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Mesquita, na Baixada Fluminense; e no Estado do Paraná.
Segundo as apurações, a quadrilha atua de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os integrantes. Entre as funções identificadas estão a escolha e o monitoramento das vítimas, o sequestro-relâmpago e a prisão de pessoas em locais fechados, a tomada à força de dados e senhas bancárias, além da movimentação e ocultação do dinheiro roubado.
Um dos casos que deram origem à investigação envolveu um morador de Duque de Caxias, que foi feito refém por aproximadamente oito horas, sob ameaça de arma de fogo, até fornecer senhas e acessos bancários aos criminosos. O prejuízo causado pelas movimentações financeiras identificadas é estimado em cerca de R$ 500 mil.
"Os familiares vieram até nós e começamos a investigar. Acionamos a Antissequestro e trabalhamos em conjunto. No primeiro momento, conseguimos fazer três prisões em flagrante de pessoas que estavam recebendo Pix. Daí, nós começamos a desenvolver um trabalho de investigação e chegamos à essa organização voltada à extorsão mediante retenção da vítima. A princípio, toda a quadrilha foi presa", destacou o delegado Márcio Esteves, titular da 59ª DP.
O cativeiro funcionava na comunidade Paula Ramos, no Rio Comprido, na região central do Rio. A área é controlada pelo Comando Vermelho.
Na primeira fase da Operação Argus, três homens ligados ao grupo foram presos. Os policiais da DAS e da 59ª DP também libertaram uma vítima que era mantida em cárcere privado.
Na segunda fase, deflagrada nesta sexta, os agentes buscam apreender armas, munições, dispositivos eletrônicos, documentos financeiros, dinheiro em espécie, bens de luxo e veículos de alto padrão. Além disso, as equipes também pretender levantar a estrutura financeira da quadrilha e identificar outros envolvidos nos crimes.
"Conseguimos verificar a delimitação das atribuições, o núcleo de liderança, quem executa, quem vai para a rua fazer os sequestros e todas as pessoas que são responsáveis pela cooptação das contas. Por meio dos cumprimentos dos mandados de busca e apreensão, trabalharemos as informações para ver se existem valores a ser recuperados. Jamais podemos deixar de lado a vítima, que é quem sofre com as atividades criminosas. Se trata de um crime covarde. Uma pessoa constrói um patrimônio durante anos e, em segundos, tem ele retirado", disse o delegado Lucas Nivoliers, assistente da 59ª DP.
Equipes do Departamento-Geral de Polícia da Baixada Fluminense (DGPB) e do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) apoiam a ação.