O chanceler Badr Albusaidi, que atuou como mediador entre Washington e Teerã, disse estar "consternado" porque "as negociações ativas e sérias foram novamente minadas".
"Insto os Estados Unidos a não se deixarem arrastar ainda mais. Esta não é a sua guerra", acrescentou.
Territórios Palestinos
O movimento islamista palestino Hamas declarou que a operação dos Estados Unidos e de Israel "constitui um ataque direto contra toda a região, assim como contra sua segurança, estabilidade e soberania".
Hamas
O movimento islamista palestino Hamas condenou "com a máxima firmeza a agressão americana-sionista" ao Irã.
O grupo afirma que a ação "constitui um ataque direto contra toda a região, assim como a sua segurança, estabilidade e soberania".
Líbano
O Líbano não aceitará ser "arrastado" para o conflito com o Irã, disse o seu primeiro-ministro, enquanto as autoridades temem o envolvimento do Hezbollah pró-iraniano.
"Reitero que não aceitaremos que ninguém arraste o país para aventuras que ameacem sua segurança e sua unidade", declarou Nawaf Salam na rede social X.
União Europeia
Em uma declaração conjunta da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa, ambos os dirigentes pediram "a máxima moderação" a todas as partes e a garantia da "segurança nuclear".
França
O presidente Emmanuel Macron advertiu que a escalada em torno do Irã é "perigosa para todos" e "deve cessar". Também pediu uma "reunião urgente" do Conselho de Segurança da ONU.
Reino Unido
O governo britânico instou a evitar que a situação "degenere em um conflito regional mais amplo".
Espanha
O presidente do governo, Pedro Sánchez, expressou seu repúdio à "ação militar unilateral de EUA e Israel, que representa uma escalada e contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil", mas também "às ações do regime iraniano".
Suécia
A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard, pediu "moderação" e um "retorno imediato às negociações diplomáticas" em uma região "já por si só tensa".
Noruega
O chanceler norueguês disse que o ataque apresentado por Israel como "preventivo" não se enquadra no direito internacional porque "um ataque preventivo pressupõe a existência de uma ameaça iminente".
Países Baixos
"Os Países Baixos conclamam todas as partes a agir com moderação e a evitar qualquer nova escalada. A estabilidade na região é essencial", afirmou o seu chefe da diplomacia, Tom Berendsen, no X.
Austrália
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, manifestou seu apoio à ação americana. "Há muito tempo se reconhece que o programa nuclear iraniano constitui uma ameaça à paz e à segurança mundiais", escreveu no X.
União Africana
A União Africana (UA) fez um apelo à "moderação, a uma urgente desescalada e a um diálogo contínuo".
"Qualquer nova escalada corre o risco de agravar a instabilidade mundial, com graves consequências para os mercados de energia, a segurança alimentar e a resiliência econômica, em particular na África", advertiu o presidente da Comissão da UA, Mahamud Ali Yusuf.