Maricá realiza II Fórum de Vigilância Epidemiológica voltado ao combate às doenças tropicais

Encontro reuniu profissionais da saúde com o objetivo de qualificar os agentes e aprimorar as estratégias de prevençãos de doenças tropicais

28/10/2026 | Por: Nova Edição

Maricá realiza II Fórum de Vigilância Epidemiológica voltado ao combate às doenças tropicais

Divulgação

A Prefeitura de Maricá realizou, na terça-feira (27/10), o II Fórum de Vigilância Epidemiológica, no auditório da Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR), no Flamengo. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Saúde, teve como objetivo fortalecer a rede municipal por meio da qualificação dos trabalhadores e aprimorar o enfrentamento e o controle das Doenças Tropicais Negligenciadas.

Com a temática “Conhecer, notificar e agir: fortalecendo a Vigilância Epidemiológica para eliminar as doenças negligenciadas, rompendo o ciclo da invisibilidade”, o evento reuniu profissionais da Rede de Atenção à Saúde e aqueles envolvidos no processo de casos suspeitos ou confirmados de doenças, agravos ou eventos de saúde pública.

O secretário de Saúde, Marcelo Velho, destacou o papel do evento para qualificar o cuidado à população e a prevenção de doenças no município. “O fórum reafirma o nosso compromisso em viabilizar uma saúde pública cada vez mais integrada, preventiva e atenta às necessidades da nossa população. Promover esse debate fortalece as nossas equipes e consolida políticas públicas capazes de levar cuidado humanizado e de qualidade a quem mais precisa”, ressaltou.

A gerente de Vigilância Epidemiológica de Maricá, Jaqueline Conceição, ressaltou o impacto direto da capacitação das equipes no atendimento oferecido na ponta.

“Trabalhamos em conjunto e com equidade, identificando, notificando e monitorando os grupos populacionais mais expostos. Isso fortalece a disponibilidade e o acesso a diagnósticos confiáveis em tempo oportuno para as áreas mais vulneráveis”, pontuou.

A gerente acrescentou que os profissionais capacitados conseguem investigar casos e agir de forma mais rápida. “Isso contribui para reduzir complicações, interromper cadeias de transmissão e melhorar a qualidade de vida da população”, completou.

Durante a programação, palestrantes e especialistas debateram temas estratégicos para a rede pública. A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), Keli Marini dos Santos Magno, apresentou o panorama dessas enfermidades no Brasil e no Rio de Janeiro. Em seguida, a apoiadora técnica na Saúde da População Negra da SES-RJ, Nathalia Maria da Silva, abordou a relação entre o Programa Brasil Saudável, a saúde da população negra e as doenças negligenciadas.

O encerramento contou com a contribuição da especialista Adriana Costa Iervese, que debateu a integração entre a Vigilância Epidemiológica, Atenção Primária, Vigilância Ambiental e os laboratórios, com foco no diagnóstico precoce, no manejo clínico e na notificação oportuna para populações vulneráveis.

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