01/10/2026 | Por: O DIA
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O policial militar Carlos Fernando Dias Chaves foi condenado, nesta quinta-feira (1º), a 30 anos de prisão em regime fechado pelas mortes do mototaxista Thiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e do estudante Jorge Lucas Paes, de 17 anos. O caso aconteceu em 2015, após o agente confundir um macaco hidráulico com uma arma, na Pavuna, Zona Norte do Rio.
O Conselho de Sentença do IV Tribunal do Júri da Capital condenou Chaves a 14 anos de reclusão pela morte da vítima Jorge e a 16 anos de reclusão por Thiago, totalizando 30 anos. Foi decretada também a perda do seu cargo público de policial militar.
Na sentença, a juíza Lúcia Glioche ressaltou que o policial havia sido treinado para agir de forma técnica, pautada no uso progressivo da força, e pelo estrito respeito à legalidade e à vida humana.
“Ao optar conscientemente por praticar crimes dolosos contra a vida, não apenas violou o ordenamento jurídico, mas descumpriu com o dever de exemplo que se espera de um integrante das forças de segurança, frustrando a expectativa que se tem sobre seu cargo que é a de proteger a vida humana e os demais bens que compõem a personalidade da pessoa. A condição de policial militar impõe um zelo superior pela ordem pública, de modo que o cometimento de delitos qualificados pela violência demonstra um absoluto desprezo pelas regras que o agente tinha o dever funcional de fazer cumprir”, afirmou a magistrada.
O julgamento teve início nesta quarta-feira (30) e seguiu por 15 horas ininterruptas. A decisão foi proferida pela juíza já no fim da madrugada desta quinta-feira, por volta das 5h40.
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