Operação mira suspeitos de tortura contra moradores do Quitungo

Segundo as investigações, as vítimas - especialmente motoboys - eram abordadas e ameaçadas sob acusação de ligação com facção rival

17/08/2026 | Por: O DIA

Operação mira suspeitos de tortura contra moradores do Quitungo

Divulgação

A Polícia Civil realiza uma operação, na manhã desta segunda-feira (17), para prender integrantes do Comando Vermelho suspeitos de torturas e ameaças contra moradores e comerciantes da comunidade do Quitungo, em Brás de Pina, na Zona Norte. Até o momento, três homens foram presos, e um adolescente, apreendido.

De acordo com as apurações, os investigados colocavam as vítimas, especialmente motoboys, em situações de extremo risco. Elas eram abordadas e ameaçadas sob a acusação de terem ligação com facções rivais. Para confirmar as suspeitas, os criminosos usavam métodos de torturas.

A 38ª DP (Brás de Pina) identificou possíveis integrantes da facção, responsáveis por esses crimes. Agentes estão nas ruas para cumprir mandados de prisão. Um dos alvos já foi detido.

Esses integrantes estavam praticando, de forma reiterada, uma conduta de sequestro, tortura e até homicídios de trabalhadores que atuavam naquela área, especialmente os motoristas de aplicativo. Eles acreditavam que esses motoristas estavam passando informações para outras facções. Em razão disso, as vítimas eram levadas ao tribunal do tráfico, onde eram julgadas de forma sumária e condenadas à execução", explicou o delegado Bruno Ciniello, titular da 38ª DP.
Os policiais também prenderam dois homens em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico, além de um adolescente que portava uma pistola. Uma mulher foi conduzida à 38ª DP depois de hostilizar agentes ao gritar "Tropa do Urso", que remete ao traficante Edgar Alves de Andrade, também conhecido como Doca.

A ação conta com o apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC).
Um dos alvos de mandado de prisão da operação desta segunda é Carlos da Costa Neves, o Gardenal. Ele é apontado como um dos gerentes-gerais do Comando Vermelho no Rio, sendo um dos principais nomes na hierarquia da facção e homem de confiança de Doca.
Segundo investigações, Gardenal é um dos responsáveis pela administração de áreas estratégicas para o Comando Vermelho, coordenando a venda de drogas, logística, segurança armada e o repasse de lucros.
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Jornalista responsável:
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