Polícias Civil e Militar fazem operação na Zona Sudoeste

Os alvos são integrantes do Comando Vermelho que atuam na Cidade de Deus e Vila Sapê

14/07/2026 | Por: O DIA

Polícias Civil e Militar fazem operação na Zona Sudoeste

Divulgação

 As polícias Civil e Militar realizaram, nesta terça-feira (14), mais uma fase da Operação Contenção, desta vez contra integrantes do Comando Vermelho que atuam nas comunidades Cidade de Deus e Vila Sapê, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. Os agentes buscavam cumprir mais de 40 mandados de busca e apreensão e nove de prisão. No fim da ação, 23 suspeitos foram presos, sendo sete em flagrante.

Além disso, as equipes encontraram uma central de "gatonet", apreenderam grande quantidade de drogas, 12 celulares, um rojão e um rádio transmissor. De acordo com o delegado André Neves, diretor do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), agentes também atuam nas

É uma quadrilha que foca não só no roubo de veículos, mas em expansão territorial e domínio de internet. É uma disputa pelo domínio do território, uma ânsia de tomar Rio das Pedras para explorar toda essa gama de serviços, deixando a comunidade refém. Estamos atentos e atuando para reprimir essa ação", disse.
Ainda segundo o delegado, automóveis estão sendo recuperados durante a operação nas comunidades. "Os criminosos da Cidade de Deus costumam efetuar roubos na Barra da Tijuca, Jardim Oceanico, toda aquela localidade. Essa facção explora o morador de todos os lados, através do gás, água, internet, e Rio das Pedras hoje é alvo desses criminosos", afirmou.

O comandante do Comando de Operações Especiais (COE), o coronel Alex Benevenuto, destacou uma ação realizada na Muzema, que terminou com três mortos e seis fuzis apreendidos.

"Essa operação visa também combater a exploração a moradores, e ela continua, estamos contabilizando números de drogas apreendidas. Conseguimos atingir o objetivo na Muzema, estamos atuando também na Gardênia e Cidade de Deus. Os fuzis encontrados estavam numa área entre as edificações e a mata", explicou.

Segundo a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP), o objetivo é enfraquecer a estrutura da organização criminosa, impedir sua expansão territorial e reduzir os impactos diretos do grupo sobre os índices de criminalidade, especialmente os roubos de veículos. 

Investigações identificaram a estrutura de atuação da facção e sua influência sobre diversos crimes patrimoniais. As apurações apontaram ainda que o grupo mantém uma estrutura organizada e fortemente armada, voltada ao tráfico de drogas, ao controle territorial e à proteção de seus integrantes, utilizando criminosos armados para vigiar pontos de venda de drogas e controlar os acessos às comunidades.
As diligências também demonstraram que o avanço territorial tem reflexos diretos em diversos delitos patrimoniais, especialmente nos roubos e na receptação de veículos. Os automóveis roubados eram utilizados em outras ações criminosas ou incorporados à logística da organização, fortalecendo financeiramente o grupo e ampliando sua capacidade operacional.


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