De acordo com o Rio Ônibus, neste primeiro dia de greve, 40 coletivos foram vandalizados. A empresa informa ainda que desde a 00h todas as garagens estão com as portas abertas e prontas para que os rodoviários coloquem a frota na rua.
"Nosso objetivo é atender à decisão judicial e, principalmente, garantir o transporte da população carioca. Vale ressaltar que, devido ao jogo do brasil, já havia uma escala com redução de frota previamente definida pela Prefeitura. Os Consórcios fazem um apelo a todos os motoristas e rodoviários para que compareçam às suas garagens para que a normalidade do serviço seja restabelecida o quanto antes, em benefício de todos", explica.
A Justiça do Trabalho determinou a legalidade da greve, mas destacou que a categoria deverá manter, ao menos, 50% da frota operacional ativa de ônibus em circulação, por linha e itinerário, durante todo o período da paralisação.
A decisão liminar foi proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região. Pela primeira vez, a paralisação da categoria é considerada legal pela Justiça.
Em caso de descumprimento das determinações, o TRT fixou uma multa diária de R$ 50 mil, aplicada de forma independente a cada uma das entidades sindicais.
Audiência de mediação marcada para terça
Uma audiência de mediação com Tribunal Regional do Trabalho está marcada para terça (29), às 11h. Logo em seguida, às 11h30 haverá uma assembleia com a categoria.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, a expectativa é que os rodoviários já saiam de lá com uma proposta de acordo para por fim a greve.
"Esperamos sinceramente que amanhã o TRT já defina essa situação para que os usuários não continuem sendo prejudicados. O fato da justiça considerar a legalidade da greve é de grande importância e uma grande vitória para a categoria, pois reconhece as dificuldades que os trabalhadores do setor vem sofrendo durante todos esses anos com salários defasados, terminais sem banheiros, bebedouros e que com o aumento da violência", reforçou.
Sebastião lembra ainda que foram encaminhados ofícios para a direção do Rio Ônibus, prefeitura e consórcios cobrando o envio da escala para o cumprimento da tutela de urgência operacional determinado pela justiça. Até o momento, a instituição alega que ainda recebeu retorno por parte dos empresários.