Além deles, foram denunciados "laranjas", falsos corretores de imóveis e proprietários de máquinas usudas nas obras. Um delegado da Polícia Civil, até o momento na condição de investigado, também foi alvo desta operação.
O prejuízo é estimado em mais de R$ 846 mil, além de danos ambientais causados pela atuação do grupo. O Ministério Público solicitou o sequestro de bens dos denunciados e a suspensão do exercício das funções públicas. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal Especializada da Capital.
A ação desta quinta contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil e da Corregedoria-geral da Polícia Militar.
Questionada, a Polícia Civil informou que a Corregedoria já instaurou procedimento disciplinar para apurar a conduta funcional dos envolvidos.
"A Polícia Civil acompanha o caso de perto e reafirma que não compactua com eventuais desvios de conduta. A instituição mantém mecanismos de controle interno e correção voltados à apuração de irregularidades, colaborando com demais órgãos sempre que necessário. O compromisso da corporação é com a legalidade, a transparência e a correta prestação do serviço público à sociedade", disse em nota.
Também procurada, a Polícia Militar destacou que equipes da Polícia Judiciária Militar apreenderam materiais de interesse da investigação sobre o 1º Sargento Wendel Vale de Oliveira, incluindo a arma acautelada a ele, munições, colete balístico, aparelho celular e valores em espécie. A medida judicial cumprida em relação ao agente foi exclusivamente um mandado de busca e apreensão, não havendo determinação de prisão até o momento.
"A Corporação, por intermédio de sua Corregedoria-Geral, vem colaborando de forma ativa com os órgãos responsáveis pela investigação. Paralelamente, o policial militar já responde a procedimento apuratório instaurado pela área correcional da PMERJ, que acompanha os fatos e adotará as medidas administrativas cabíveis à luz dos elementos produzidos pelas investigações", afirmou.
Área gigantesca
Localizado entre as zonas Oeste e Sudoeste, o Parque Estadual da Pedra Branca é considerado um dos maiores parques urbanos do mundo, ocupando cerca de 10% da área total do município do Rio.
Possui cerca de 12.500 hectares de área coberta por vegetação típica da Mata Atlântica. O Maciço da Pedra Branca circunda os bairros Jacarepaguá, Taquara, Camorim, Vargem Pequena, Vargem Grande, Recreio dos Bandeirantes, Grumari, Padre Miguel, Bangu, Senador Camará, Jardim Sulacap, Realengo, Santíssimo, Campo Grande, Senador Vasconcelos, Guaratiba e Barra de Guaratiba.
O parque tem sede com centro de visitantes e uma exposição permanente na Estrada do Pau da Fome, na Taquara.
No núcleo Piraquara, com entrada pela Rua do Governo, em Realengo, há uma área com brinquedos para crianças, poços refrescantes e acesso às vias de escaladas, além da Cachoeira do Barata, única disponível para banho.
No núcleo Camorim, há uma trilha de aproximadamente 4 km com belas paisagens até o açude, no alto do parque. A entrada é pela Estrada do Camorim.