A secretaria do Império Serrano, localizada na quadra da escola, em Madureira, na Zona Norte, foi invadida na noite do dia 9 de maio. Segundo a diretoria da agremiação, seis homens armados renderam o vigia que estava de plantão, o intimidaram e exigiram informações sobre o paradeiro de documentos oficiais.
Entre os materiais procurados pelos criminosos estava um suposto edital de convocação da eleição, prevista para acontecer ainda neste ano, além de títulos de sócios. A diretoria da escola soube do plano de invasão cerca de duas horas antes do ocorrido e conseguiu chegar à secretaria a tempo de retirar os documentos sigilosos. O caso foi registrado em delegacia.
A suspensão da assembleia é mais um capítulo na polêmica disputa eleitoral da escola de Madureira. A atual diretoria vem enfrentando duras críticas e manifestações de torcedores, incluindo faixas espalhas pela Zona Norte.
A chapa de situação é formada por Flávio França e Zé Luiz Escafura, diretores no triênio que termina esse ano. Eles teriam rompido oficialmente com o grupo do ex-presidente Sandro Avelar, ocupante do cargo de 2020 a 2023.
Paula Maria, que ocupava a vice-presidência cultural na atual gestão, não teria aceitado essa ruptura e se lançou como oposição à vaga de presidente administrativo.
No início de maio, o Império Serrano, através da atual direção liderada por Flávio, afirmou que um suposto edital de convocação de eleição veio à público. Contudo, esse documento não teria autorização de poderes constituídos da escola e, portanto, não tinha validade oficial.
Antes da convocação da assembleia para este domingo (7), Paula e o seu candidato a vice-presidente social ,Júlio Morais, teriam sido impugnados por serem funcionários públicos.
Contudo, em eleições anteriores, candidatos já teriam sido eleitos ao mesmo tempo que exerciam serviços públicos. Por isso, a chapa de oposição entrou com uma ação judicial, que acabou na suspensão da eleição.