Equipes do Samu passam por treinamento para transporte de pacientes com suspeita de ebola

Capacitação contou com orientações sobre o uso correto de equipamentos individuais e preparação de viaturas

05/06/2026 | Por: O DIA

Equipes do Samu passam por treinamento para transporte de pacientes com suspeita de ebola

Divulgação

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Rio passaram por um treinamento de biossegurança, seguindo protocolo do Ministério da Saúde, para o transporte de pessoas com quadro suspeito de ebola. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Fundação Saúde, o objetivo é oferecer tratamento adequado para eventuais casos, com máxima proteção para pacientes, profissionais de saúde e a população.
A capacitação incluiu orientações para o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, protetores faciais, luvas, aventais impermeáveis e macacões de proteção, além da preparação correta das viaturas. Profissionais do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), da Fiocruz, ministraram o treinamento com orientações do Ministério da Saúde.
Neste primeiro momento, o treinamento específico de paramentação e de desparamentação, com foco no uso correto dos EPIs, foi feito com equipes de ambulâncias previamente selecionadas.
“A segurança é fundamental não apenas para o paciente transportado, mas também para os profissionais envolvidos na assistência. Por isso, investimos continuamente em capacitação, educação permanente e no cumprimento rigoroso de todas as normas de biossegurança previstas para esse tipo de atendimento”, disse a coordenadora-geral do Samu-RJ, Bárbara Alcântara.
Para garantir uma resposta rápida, duas ambulâncias foram posicionadas em pontos estratégicos da cidade: uma na região central e outra na Zona Oeste. Os veículos foram adaptados e preparados exclusivamente para esse tipo de transporte, seguindo recomendações técnicas e protocolos internacionais.
O plano também prevê a integração entre a Central de Regulação, o Transporte Inter-hospitalar e a Comissão de Controle Pré-Hospitalar do Samu-RJ.
De acordo com o Ministério da Saúde, o risco de transmissão da doença no Brasil é considerado baixo, mas é preciso que as Secretarias de Saúde e unidades de referência estejam preparadas para eventuais situações que demandem atendimento e diagnóstico.
No início da semana, ao DIA, especialistas explicaram que o ebola não tem características pandêmicas e descartaram um cenário parecido com o que aconteceu com a covid-19. No entanto, os médicos destacaram que se trata de um vírus letal, sem tratamento específico, e que oferece riscos principalmente a profissionais da saúde e de serviços funerários
Na semana passada, um paciente vindo de Uganda, na África, apresentou sintomas da fase inicial da doença. Exames e testes, feitos no INI, concluíram que se tratava de um caso de malária e o ebola foi descartado. Ele recebeu todos os cuidados médicos e teve alta na última segunda-feira (1º).

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