O que deveria ser a realização do sonho de dezenas de famílias se transformou em um pesadelo para clientes de um bufê de festas em São Gonçalo, na Região Metropolitana. Estima-se que cerca de 80 pessoas, entre clientes e fornecedores, tenham sido prejudicadas após uma suposta falência repentina da empresa Jhessy Festas, administrada por Jéssica de Moura. A Delegacia do Consumidor (Decon) já identificou parte das vítimas e investiga o caso.
Ao DIA, Thiago Soares, de 37 anos, disse que, em julho do ano passado, contratou os serviços do bufê para a festa de aniversário da filha, marcada para o dia 10 de outubro deste ano. Para garantir o pacote promocional, ele pagou R$ 4,5 mil à vista.
"O primeiro contato foi pelo Instagram e depois continuamos conversando pelo WhatsApp. Ela me apresentou os pacotes e informou que estava com uma promoção por tempo limitado: o pacote, que custava R$ 9 mil, sairia por R$ 4,5 mil, incluindo bufê, decoração, DJ e fotografia, mas o pagamento precisava ser feito à vista", relembra Thiago.
Convencido de que se tratava de uma boa oportunidade, Thiago chegou a fazer um empréstimo para quitar o valor integral. "Nos encontramos outras vezes para degustação e para acertar os detalhes da festa, sendo a última reunião no dia 3 de abril. No dia 2 de maio, ela enviou uma mensagem informando que não prestaria mais os serviços contratados e que atenderia os clientes em outro momento. Depois disso, desativou o Instagram e parou de responder no WhatsApp", afirma.
Além dos R$ 4,5 mil pagos ao bufê, Thiago calcula um prejuízo total de cerca de R$ 7 mil, já que precisou contratar outros fornecedores para garantir a realização da festa da filha.
Desconfiado da situação, ele passou a buscar informações na internet e encontrou, em uma publicação no Facebook, relatos de outras pessoas que enfrentavam o mesmo problema. A partir daí, criou um grupo no WhatsApp e descobriu que o número de vítimas era ainda maior. Atualmente, 52 pessoas participam do grupo, embora outras já tenham procurado a polícia sem integrar a conversa. A maioria das vítimas é de São Gonçalo, Maricá, Magé e Itaboraí.