Maricá: caso suspeito de Mpox causa preocupação em comunidade escolar; Estado confirma caso e dois suspeitos no mesmo núcleo familiar

07/05/2026 | Por: Maricá info

Maricá: caso suspeito de Mpox causa preocupação em comunidade escolar; Estado confirma caso e dois suspeitos no mesmo núcleo familiar

Divulgação

A manhã da última quarta-feira (06/05) foi marcada por apreensão entre pais, alunos e profissionais da comunidade escolar de Jaconé, em Maricá. A direção da Escola Municipal Professora Dilza de Sá Rego convocou responsáveis para uma reunião após a circulação de informações sobre um possível caso suspeito de mpox — doença causada pelo vírus MPXV e popularmente conhecida como “varíola dos macacos” — envolvendo um aluno da unidade.

O encontro teve como objetivo esclarecer a situação, orientar as famílias e apresentar os protocolos adotados pela escola diante da repercussão do caso. Desde os primeiros relatos, muitos responsáveis passaram a demonstrar preocupação com possíveis riscos de transmissão dentro do ambiente escolar.

Estado confirma caso e investiga dois suspeitos no núcleo familiar

Ao fim do dia, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) se pronunciou sobre a situação em Maricá. Em nota enviada ao Maricá Info, o órgão prestou esclarecimentos oficiais sobre o caso:
“A Secretaria de Estado de Saúde, por meio da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, informa que o município de Maricá, que está localizado na região de saúde da Metropolitana II. Esta região registrou 38 casos, sendo 24 descartados, 1 provável, 4 em investigação e 9 confirmados.
Referente ao caso residente de Maricá, em 06/05/2026, a Gerência de IST/Aids da SES-RJ recebeu a comunicação do município de Maricá acerca de um caso confirmado de MPOX em um homem, bem como de dois casos suspeitos no mesmo núcleo familiar, sendo uma mulher e uma criança.Segundo informações do caso, foram realizadas orientações referentes ao isolamento domiciliar e às medidas de controle e prevenção. A criança suspeita encontra-se em isolamento e segue sendo acompanhada e assistida pela rede de saúde municipal.
O tratamento dos casos de Mpox é baseado em medidas de suporte clínico, com o objetivo de aliviar sintomas, prevenir e tratar complicações e evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves a moderados.
A Mpox é causada pelo Mpox vírus (MPXV), do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. O vírus pode provocar erupções na pele, inchaço nos gânglios e também febre. Outros sintomas são: dores de cabeça e por todo o corpo, calafrios e sensação de cansaço.
Técnicos da SES-RJ observam que o número de lesões em uma pessoa pode variar muito. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na região genital.

Como a doença é transmitida?

Entre humanos, o vírus da Mpox é transmitido principalmente por contato pessoal prolongado com lesões de pele ou fluidos corporais de uma pessoa infectada ou com objetos recentemente contaminados, tais como toalhas e roupas de cama. A transmissão por gotículas geralmente requer contato mais próximo com o infectado. Pode haver também transmissão por animais silvestres (roedores) infectados.

O diagnóstico é feito em laboratório, por teste molecular ou sequenciamento genético. No estado, os casos estão mais concentrados na capital.
Em caso de suspeita de Mpox, é fundamental procurar uma unidade de saúde para atendimento médico.
O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.
O Monitora RJ, da Secretaria de Estado de Saúde, oferece informações a respeito da doença, com diversas orientações. Basta acessar https://monitorarj.saude.rj.gov.br/, entrar na aba “Vigilância em Saúde” e, em seguida, clicar em “Mpox”.”

Município também acompanha o caso

Diante da repercussão, as secretarias municipais de Saúde e Educação de Maricá foram procuradas pela reportagem. Em nota, a Prefeitura de Maricá informou que “o caso suspeito está sendo acompanhado pela Vigilância em Saúde. As secretarias de Saúde e Educação monitoram a situação de forma integrada, seguindo todos os protocolos sanitários”.

Especialistas orientam que, diante de sintomas suspeitos, a recomendação é procurar atendimento médico, evitar contato próximo com outras pessoas e manter cuidados básicos de higiene, como lavar as mãos com frequência e não compartilhar objetos pessoais.


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