O Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo (NSIDC), sediado em Boulder, Colorado, nos Estados Unidos, informou nesta quinta-feira (26) que o gelo marinho do Ártico atingiu sua menor extensão em 48 anos de monitoramento por satélite.
O índice registrado por meio de coleta de dados é parecido ao recorde negativo do ano passado, deixando a região em um nível crítico.
O gelo marinho faz parte do ecossistema polar, formado a partir da água do mar que congela durante o inverno e derrete algumas partes ao longo do verão. Contudo, o observatório alerta que a quantidade de gelo que volta a se formar a cada inverno boreal está em constante baixa.
Esse processo é aumentado por uma maior frequência de tempestades impulsionadas pelas mudanças climáticas, que impactam o Ártico de maneira desproporcional.
Os dados técnicos revelam que a superfície de gelo se situou em 14,29 milhões de quilômetros quadrados. O valor está abaixo dos 14,31 milhões de quilômetros quadrados registrados no período anterior, o que, para os especialistas, configura um empate estatístico ''histórico''.
Essa nova marca confirma que o gelo do Ártico está diminuindo cada vez mais, uma tendência que os cientistas acompanham por satélite desde 1978. Na prática, isso mostra como o Polo Norte está sofrendo com o aquecimento global, o que é preocupante porque esse gelo funciona como um "ar-condicionado" para o mundo todo. Quando ele diminui, o equilíbrio do clima em todo o planeta acaba sendo afetado. Esse derretimento pode ameaçar a biodiversidade, afetando cadeias alimentares e ecossistemas inteiros.