Os bombardeios mais recentes deixaram mais de 100 mil residências sem energia elétrica em Kiev, informou a operadora privada DTEK.
Segundo a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou 24 mísseis e 219 drones durante a noite de quarta-feira.
Os ataques foram direcionados principalmente contra as cidades de Kiev, Kharkiv (nordeste), Dnipro (centro-leste) e Odessa (sul).
Em Dnipro, quatro pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças, e quase 10 mil casas ficaram sem energia elétrica, informaram as autoridades.
Em Odessa, quase 300 mil habitantes ficaram sem água corrente devido aos cortes de energia, anunciou o vice-primeiro-ministro ucraniano, Oleksii Kuleba.
"É uma nova tentativa de privar os ucranianos de serviços básicos em pleno inverno", particularmente rigoroso este ano, denunciou Kuleba.
Os ataques russos contra a infraestrutura ucraniana provocaram a pior crise energética no país desde o início da guerra, com centenas de milhares de imóveis sem aquecimento e energia elétrica em meio a temperaturas que em alguns momentos ficam abaixo de -20°C.
A ONU pediu que a Rússia interrompa os ataques contra as instalações energéticas da Ucrânia, que "estão deixando uma população civil, que já sofre há muito tempo, sem aquecimento, água e energia elétrica adequados em um inverno insuportavelmente rigoroso".
"Atacar infraestruturas civis é proibido pelo direito internacional humanitário. Faço um apelo à Federação da Rússia para cessar imediatamente", disse o alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk.