"Um novo resultado sólido para a extrema direita confirmaria seu domínio no cenário político" e abriria um novo capítulo na "batalha em marcha dentro da direita, entre a centro-direita tradicional e a extrema direita emergente", informou, em nota, a consultoria Teneo.
Ventura encerrou a campanha pedindo para os outros partidos de direita não "pôr obstáculos" a um eventual segundo turno com o candidato socialista.
Mas em seu último comício, na sexta-feira, este autoproclamado "candidato do povo" voltou a elevar o tom, ao se negar a tentar "agradar todo mundo" e prometer "pôr ordem" no país.
"Espero que passe, e não só no primeiro turno. No segundo também", disse Isabel Peixoto, uma simpatizante. "Os outros candidatos pertencem a partidos que já estiveram no poder, e aí está o resultado. É sempre o mesmo", acrescentou esta desempregada de 62 anos.
Seguro, o candidato socialista de 63 anos, jogou a cartada do candidato integrador e moderado, defensor da democracia e dos serviços públicos.
"Chamo todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas a concentrarem seus votos na nossa candidatura", declarou no último dia de campanha.
"Precisamos de um presidente que melhore este país porque a saúde, a educação, tudo tem que ser reconstruído", disse Sofia Taleigo, uma vendedora de frutas de 55 anos em um mercado do sul de Lisboa.