Operação contra fabricação e comércio de armas no Rio e Paraná apreende lança-rojão

Na ação, cinco suspeitos foram presos em flagrante. Dentre eles, o ex-cabo do Exército Carlos Henrique Martins Cotrin

13/11/2025 | Por: O DIA

Operação contra fabricação e comércio de armas no Rio e Paraná apreende lança-rojão

Divulgação

A Polícia Civil realiza, nesta quinta-feira (13), uma operação para apurar a existência de uma estrutura voltada à fabricação artesanal e ao comércio irregular de armas de fogo, munições e acessórios bélicos. Durante a ação, os agentes cumprem mandados de busca e apreensão no Rio e no Paraná. Entre os materiais encontrados estão um lança-rojão, fuzis e pistolas.
Além disso, cinco suspeitos foram presos em flagrante. Um deles é o ex-cabo do Exército Carlos Henrique Martins Cotrin, dono de uma fábrica de armas em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, interditada durante a operação. 
De acordo com o delegado Luiz Otávio Franco, da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), ao todo, os agentes encontraram dois pontos de produção e armazenamento no Rio. No geral, também foram apreendidas peças de reposição, insumos e equipamentos usados para recarga de munições. 
"É uma operação que investiga comércio e fábrica ilegal de arma. Na primeira fase, foi preso um indivíduo em Nova Iguaçu, em uma fábrica de armas, hoje estouramos outras duas fábricas (...) Uma delas era para metralhadora, inclusive, temos apreensão desse tipo de metralhadora em Duque de Caxias. Tivemos um preso em Nova Iguaçu, em uma fábrica que foi descoberta hoje, que produzia fuzis e vendia pela internet a preço de R$50 a R$60 mil", explicou.
O delegado reforçou ainda o apoio da Polícia Civil do Paraná, que prendeu um dos suspeitos, justamente, por vender armas pela internet. 
"Um alvo do Paraná vendia peças e insumos de munição para o pessoal daqui do Rio. Não é uma produção de larga escala, mas são armas fantasmas, sem números de série, o que dificulta o rastreio. Eles vendiam essas armas para qualquer pessoa, como traficantes e milicianos", contou.

As investigações tiveram início a partir da análise técnica de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos em fase anterior da operação, submetidos à perícia digital. O conteúdo analisado revelou um expressivo volume de comunicações, trocas de arquivos e registros audiovisuais, demonstrando a existência de negociações frequentes e sistemáticas de artefatos bélicos de uso permitido e restrito, além de insumos destinados à recarga e montagem de munições.

No decorrer da apuração, foi possível identificar relações estáveis de colaboração entre fabricantes, intermediários e compradores, que atuavam na produção de munições de calibres diversos e na comercialização de fuzis e metralhadoras de fabricação artesanal. As mensagens interceptadas e os registros financeiros evidenciam lucros elevados (entre 100% e 150%), bem como o uso de transportadoras privadas para o envio clandestino de armamentos, com orientações expressas sobre dissimulação do conteúdo e ocultação da identidade do remetente.
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