Megaoperação nos complexos da Penha e Alemão tem dois policiais civis e 56 criminosos mortos

Na ação, outros oito agentes foram atingidos. Ao todo, 81 criminosos já estão presos

28/10/2025 | Por: O DIA Atualizado

Megaoperação nos complexos da Penha e Alemão tem dois policiais civis e 56 criminosos mortos

Divulgação Atualizado


Rio - A megaoperação nos complexos da Penha e Alemão, na Zona Norte, que acontece desde a manhã desta terça-feira (28), já registra 56 suspeitos mortos. Dois policiais civis, inlcuindo Marcos Vinícius de Carvalho, conhecido como "Máskara", também morreram durante a ação. Outros oito agentes também ficaram feridos e mais quatro pessoas foram vítimas de bala perdida. Ao todo, as equipes prenderam 81 suspeitos e apreenderam 42 fuzis, além de uma grande quantidade de drogas.
O policial Marcos Vinicius era lotado da 53ºDP (Mesquita). Segundo testemunhas, ele foi atingido no pescoço e chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu. Os outros agentes foram levados ao mesmo hospital e ainda não há atualizações sobre o estado de saúde deles.
Entre os agentes feridos estão um delegado assistente da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), outros quatro policiais civis, e mais três PMs, sendo dois do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e outro do Batalhão de Ações com Cães (Bac). 
O agente do Bope está sendo atendido no Hospital Central da Corporação, no bairro Estácio, e não corre risco de vida. Sobre o militar do Bac, a PM ainda não passou informações. 
Já dentre as vítimas de bala perdida estão Kelman Magalhães Barros, atingida dentro de uma academia, e um mototaxista — ambos já receberam alta. Na porta do hospital, o motociclista contou que foi atingido enquanto estava chegando para trabalhar. Ainda nervoso, ele explicou que um amigo o levou à unidade.
Além deles, um homem em situação de rua e outro que estava em um ferro-velho também foram atingidos. Ainda não há informações atualizadas sobre o estado de saúde deles.
Em coletiva de imprensa na Cidade da Polícia, Cláudio Castro informou que há possibilidade de lideranças criminosas estarem escondidas nas comunidades.

"A operação é maior que a de 2010 e não tem nenhum auxílio das forças federais. O Rio está sozinho nessa operação. (...) O Rio não produz esse poder bélico e isso tá entrando pelas fronteiras e financiado via lavagem de dinheiro", 

As Forças de Segurança do Rio realizam uma operação nos complexos do Alemão e Penha, na manhã desta terça-feira (28), com objetivo de prender lideranças criminosas do Rio e de outros estados, além de combater a expansão territorial do Comando Vermelho (CV). Na ação, houve intenso tiroteio e barricadas em chamas. Ao todo, 19 pessoas foram mortas. Entre elas, 18 criminosos e o policial civil Marcos Vinícius de Carvalho, conhecido como "Máskara".
Outros oito agentes também ficaram feridos e mais quatro pessoas foram vítimas de bala perdida. Até o início da tarde, 56 suspeitos já haviam sido presos, e 31 fuzis e grande quantidade de drogas apreendidas.

Nas localidades, 2.500 policiais civis e militares atuam para cumprir 100 mandados de prisão e 150 busca e apreensão. Em entrevista ao "Bom dia Rio", da TV Globo, o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, informou que desse número, 30 são mandados para criminosos do Pará.
Dentre os presos está Nikolas Fernades Soares, o operador financeiro de Edgar Alves de Andrade, o "Doca" ou "Urso", considerado um dos chefes do CV que comanda o Complexo da Penha, e o traficante Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão. 
Entre os agentes feridos estão um delegado assistente da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), outros quatro policiais civis, e mais três PMs, sendo dois do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e outro do Batalhão de Ações com Cães (Bac).
O agente do Bope está sendo atendido no Hospital Central da Corporação, no bairro Estácio, e não corre risco de vida. Sobre o militar do Bac, a PM ainda não passou informações.
Já dentre as vítimas de bala perdida estão Kelman Magalhães Barros, atingida dentro de uma academia, e um mototaxista — ambos já receberam alta. Na porta do hospital, o motociclista contou que foi atingido enquanto estava chegando para trabalhar. Ainda nervoso, ele explicou que um amigo o levou à unidade.
Além deles, um homem em situação de rua e outro que estava em um ferro-velho também foram atingidos. Ainda não há informações atualizadas sobre o estado de saúde deles.
Ainda na ação, em represália à atuação das polícias, criminosos utilizaram drones para lançar bombas no Complexo da Penha. A operação ainda está em andamento.
De acordo o Governo do Estado, além de aparato tecnológico, como drones, a Operação Contenção conta com dois helicópteros, 32 blindados terrestres e 12 veículos de demolição do Núcleo de Apoio às Operações Especiais da PM, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.
Pela manhã, vídeos que circularam nas redes sociais mostraram a intensidade dos disparos nas regiões. 
Operação já era esperada
A operação já era comentada nas redes sociais desde a noite de segunda-feira (27). Na ocasião, passageiros viveram momentos de terror e precisaram se abaixar no chão para se proteger de tiros registrados por volta das 21h, na Avenida Itaóca. Segundo testemunhas, criminosos tentaram passar de uma comunidade para outra e acabaram surpreendidos por equipes policiais que faziam patrulhamento na área, o que deu início a outro intenso confronto.
Mais de um ano de investigação
A Operação Contenção ocorre a partir de mais de um ano de investigação e mandados de busca e apreensão e de prisão obtidos pela DRE. Atuam na região PMs do Comando de Operações Especiais e das unidades operacionais da capital e Região Metropolitana. Já a Polícia Civil mobilizou agentes de todas as delegacias especializadas, distritais, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro e da Subsecretaria de Inteligência.

"Estamos atuando com força máxima e de forma integrada, para deixar bem claro que quem exerce o poder é o Estado. Os verdadeiros donos desses territórios são os cidadãos de bem, trabalhadores. Seguiremos firmes na luta contra o crime organizado", disse o governador Cláudio Castro.
Impactos
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, na região do Complexo do Alemão, 29 escolas foram impactadas. No Complexo da Penha, 17 unidades interromperam o funcionamento.
Além disso, cinco unidades de Atenção Primária que atendem as comunidades suspenderam o início do funcionamento e avaliam a possibilidade de abertura nas próximas horas. Uma clínica da família mantém o atendimento à população, porém, as atividades externas realizadas no território, como as visitas domiciliares, estão suspensas.
De acordo com Rio Ônibus, 12 linhas estão com seus itinerários desviados preventivamente para a segurança de rodoviários e passageiros na Penha e no Complexo do Alemão. Confira abaixo. Segundo a Mobi-Rio, duas linhas do corredor Transcarioca foram interrompidas, sendo elas 42 Manaceia X Galeão (Parador) e 46 Penha X Alvorada (Expresso). Por volta de 12h40, o Centro de Operações Rio (COR) informou que vias no entorno das comunidades passam por interdições temporárias e orientou motoristas a evitarem a região.

Desvios na Penha
721 Vila Cruzeiro x Cascadura
312 Olaria x Candelária
313 Penha x Praça Tiradentes
621 Penha x Saens Peña
622 Penha x Saens Peña
623 Penha x Saens Peña
625 Olaria x Saens Peña
628 Penha x Nova América
679 Grotão x Méier

Desvios no Complexo do Alemão
292 Engenho da Rainha x Castelo
311 Engenheiro Leal x Candelária
711 Rocha MirandaxRioComprido


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