Rio - Luiz Felippe Santos de Freitas, de 22 anos, foi preso em flagrante, neste domingo (24), pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção ativa, na Lapa, na região central. Durante a ação, ele chegou a oferecer R$ 30 mil aos policiais civis para ser liberado.
O jovem é sobrinho de Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, chefe do tráfico no Morro dos Prazeres, em Santa Tereza, também na região central, e integrante do Comando Vermelho (CV). Jiló tem associação com Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, líder da facção na cidade.
De acordo com as investigações da 5ª DP (Mem de Sá), Luiz foi enviado pelo tio para gerenciar a venda de drogas na Travessa do Mosqueira. Agentes estiveram no local e o encontraram com entorpecentes. Ele tentou fugir, mas os policiais conseguiram alcançá-lo e prendê-lo.
Luiz havia deixado o sistema penitenciário há 12 dias, onde cumpria pena por roubo majorado. Segundo a Civil, o homem ofereceu a quantia de R$ 30 mil para ser liberado neste domingo (24). Por isso, a autuação por corrupção ativa.
A corporação destacou que a prisão evidencia a associação entre Jiló e Abelha na venda de drogas na região entre a Travessa do Mosqueira e a Rua Joaquim Silva. As lideranças do CV estão foragidas.
Ponto de venda de drogas
A Travessa do Mosqueira, corriqueiramente, é palco de ações da Polícia Civil contra o tráfico de drogas. Em junho,
Bruno de Souza Felix, o Mineiro, e Paulo Vitor Godoi Mendes foram presos por tráfico de drogas e associação para o tráfico, após serem encontrados em um casarão abandonado. Durante a operação, a 5ª DP (Mem de Sá) apreendeu 250 pinos de cocaína, 223 sacolés de maconha, 100 tubos de skunk, 150 sacolés de crack, comprimidos de ecstasy e lança perfume.
No mesmo mês,
policiais civis prenderam outros três homens na região. De acordo com as autoridades, os detidos tinham funções diferentes no tráfico de drogas. Dois deles recebam o dinheiro, enquanto o terceiro ficava deitado na calçada, longe dos comparsas, fingindo ser uma pessoa em situação de rua e exercendo a função de entregar o entorpecente aos clientes.