20/08/2025 | Por: SECOM \ MARICÁ
Divugação
A Prefeitura de Maricá, por meio
da Secretaria de Saúde, realizou, na segunda-feira (18), uma roda de conversa
no Hospital Municipal Conde Modesto Leal, no Centro, para marcar o Agosto
Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher. A
atividade faz parte do projeto Orientando o Acompanhante e apresentou às
pessoas formas de identificar situações de violência contra o público feminino
e os caminhos para a denúncia dos crimes. A ação teve o apoio da equipe da Casa
da Mulher e de profissionais dos serviços de Atenção Primária.
O projeto Orientando o
Acompanhante tem a missão de oferecer informações de qualidade sobre diversos
temas às pessoas que estão responsáveis pelos pacientes. A base para escolha do
assunto leva em consideração a promoção, prevenção e proteção da saúde, além de
contemplar temas relacionados aos direitos e deveres dos pacientes.
As reuniões são conduzidas pelos
assistentes sociais com apoio da equipe multidisciplinar do
hospital e possibilitam reflexões sobre a rotina de hospitalização,
melhoram a qualidade de permanência na unidade e preparam a organização para o
pós alta médica. Com essa abordagem completa e integrada, o papel de destaque
do acompanhante é reforçado.
O secretário de Saúde, Marcelo
Velho, pontuou que a roda de conversa sobre o Agosto Lilás uniu conscientização
e cuidado ao público feminino.
“A roda de conversa do Agosto
Lilás dentro do projeto Orientando o Acompanhante é uma ação fundamental para
sensibilizar sobre a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher.
No Hospital Conde Modesto Leal, estamos unindo informação e acolhimento,
fortalecendo a rede de proteção e cuidado à saúde da mulher em nosso
município”, garantiu.
Andréia Vasconcelos, coordenadora
do Serviço Social do hospital, reforçou o impacto da iniciativa no cotidiano
dos acompanhantes e pacientes.
“O nosso maior objetivo foi
promover essa conscientização, mostrando os impactos que a violência causa na
vida da mulher. Com a equipe da Casa da Mulher e da Atenção Primária, mostramos
a integração para oferecer as orientações adequadas”, acrescentou.
Moradora de Maricá, Rosemary
participou da conversa. Ela acompanha a mãe, internada com quadro de
demência:
“Essa reunião foi muito
importante porque demonstra a aproximação entre médicos e assistentes sociais
para nos acolher e informar de um assunto essencial. Só tenho a agradecer pela
oportunidade de participar”, concluiu.
Saiba como denunciar
De acordo com dados da Vigilância
Epidemiológica do município, através do Sistema de Informação de Agravos de
Notificação (SINAN), cerca de 80% dos casos de violência notificados em Maricá
têm como vítimas as mulheres. Entre 2024 e junho de 2025, foram notificados
1.124 atos desse tipo, incluindo crianças, adolescentes, adultas e idosas do
gênero feminino.
Na faixa etária de mulheres de 20
a 59 anos, 615 casos são por violência interpessoal. Em grande parte dessas
situações, os autores são pessoas com as quais as vítimas mantêm ou mantiveram
relacionamento amoroso, o que evidencia a importância de denunciar nos
primeiros sinais de violência, seja ela física, emocional ou financeira.
As denúncias desses casos devem
ser feitas pela Central de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência,
através do 180, disponível 24 horas. Em Maricá, também é oferecido apoio na
Casa da Mulher, localizada na Rua Vereador Luiz Antônio da Cunha, nº 50, no
Centro, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Mulheres em
situação de perigo também podem acionar o grupamento Maria da Penha da Guarda
Municipal nos números 96809-1516 e 153, que funcionam 24 horas.
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Diretora Executiva:
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